abr
23
São todos os dois, sim os dois, importantes pra nós e merecem ser lembrados. No último dia 20 fez quarenta anos que morreu Ataulfo Alves. Você já ouviu falar? Aposto que sim! Bom, de Jorge eu nem preciso dizer, né? Dia 23, agorinha, é festa de São Jorge, Ogum Guerreiro pra alguns e vai ter um bocado de comemorações por aí! Vou te contar uma história e três lendas. Espero que você tenha paciência de ler! Divirta-se agora e domingo com a gente!
Toca pra frente...


Viva o Ataulfo
Pois muito bem, lá pra mil novecentos e quarenta, cinquenta, ele compôs, em parceria com Mario Lago Ai que saudade da Amélia, garanto que dessa você se lembra, não? Acho que isso aconteceu logo depois de alguém na história ter queimado o precioso sutiã. Ataulfo Alves de Souza nasceu em Miraí em 2 de maio de 1909. Filho de Capitão Severino, repentista da zona da mata, tocava cavaco, violão e bandolim. Desde os oito anos arriscava versos. Casou- se no Rio com Judite e teve cinco filhos. Passa a ter visibilidade quando, em 1933, Almirante grava o samba Sexta Feira. Daí pra frente foi só alegria! Inteligente, simpático, divertido, bem humorado! Caiu nas graças do público e de interpretes importantes como Clara Nunes, que gravou lindamente não só uma, mas várias de suas canções como: Leva Meu Samba, Mulata Assanhada, Atire a Primeira Pedra e tantas outras que a gente sabe, canta e nem sabe que são dele! Viveu uma vida bem vivida e morreu aos 60 anos. Ainda bem que nos deixou um belo legado! Pede que o CasaCaiada toca várias dele!

Salve Jorge
Faça sua saudação, a seu modo, ao guerreiro! Dia 23 é dia de festa! Dia de São Jorge guerreiro da espada e da armadura de ferro. Ou, Ogum Guerreiro do ferro. Ambos são o mesmo e estão pra lá de presentes na nossa cultura. A lenda de Ogum diz que havia um tempo em que Orixás e humanos viviam juntos. Nesse tempo, usavam ferramentas rudimentares e frágeis, precisavam expandir a lavoura para garantir o sustento. Foi então que Ogum ensinou a todos como forjar o ferro e assim abrir as clareiras necessárias para o plantio. Salvaram-se todos. É reverenciado como o Orixá que abre caminhos, destemido e estratégico.Guerreiro forte que alarga os caminhos.

Na Capadócia
Diz a Lenda da Capadócia que Jorge, entitulado Tribuno Militar, saiu em defesa dos cristãos quando o Imperador Diocleciano resolveu matá-los a todos, mantendo-se fiel às suas convicções cristãs. Distribui aos pobres suas riquezas em símbolo de caridade. Desagradou. Foi torturado e morto por Diocleciano em 23 de abril de 303, quase trezentos anos após a morte do Cristo. Daí por diante você já sabe! Demorou um bocado pra que a humanidade reconhecesse a importancia de Jesus e mais um tanto até tudo fosse regiatrado na forma da bíblia sagrada e fosse conhecido pelo mundo à fora.

Jorge, o Dragão e a Princesa
Baladas medievais contam, que Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry. Sua mãe morreu ao dar a luz á ele e o recém nascido Jorge, foi roubado pela Dama do Bosque, para que pudesse mais tarde, fazer proezas com suas armas. O corpo de Jorge, possuia três marcas, um dragão em seu peito, uma jarreira, em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço. Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos, e depois de viajar, durante muitos meses, por terra e mar, foi para Syle´n, uma cidade da Líbia.
Nesta cidade Jorge encontrou um pobre eremita, que lhe disse que toda cidade, estava em sofrimento,pois lá existia um enorme dragão, cujo hálito venenoso, podia matar toda uma cidade e cuja pele, não poderia ser perfurada, nem por lança e nem por espada. O eremita lhe disse, que todos os dias, o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade, haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte, ou dada em casamento, ao campeão que matasse o dragão.
Casamento de São Jorge e Sabra
Ao ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa, ele pasou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu, partiu para o vale onde o dragão morava. Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres, lideradas por uma bela moça vestindo, trajes de pura seda árabe. Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres, para o local do sacrifício. São Jorge, se colocou na frente das mulheres, com seu cavalo e com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.
O dragão ao ver Jorge, sai de sua caverna, rosnando tão alto, quanto o som de trovões. Mas Jorge não sente medo e enterra sua lança na garganta do monstro, matando-o. Como o rei do Marrocos e do Egito, não queria ver sua filha casada, com um cristão, envia São Jorge para a Persia e ordena que seus homens, o matem. Jorge se livra do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz, com ela até o dia de sua morte, na cidade de Coventry.
De acordo com a outra versão, Jorge acampou com sua armada romana, próximo a Salone, na Líbia. Lá existia um gigantesco crocodilo alado que estava devorando os habitantes da cidade, que buscaram refúgio nas muralhas desta. Ninguém podia entrar ou sair da cidade, pois o enorme crocodilo alado se posicionava em frente a estas. O hálito da criatura era tão venenoso que pessoas próximas podiam morrer envenenadas. Com o intuito de manter a besta longe da cidade a cada dia ovelhas eram oferecidas à fera até estas terminarem e logo crianças passaram a ser sacrificadas
O sacrifício caiu então sobre a filha do rei, Sabra, uma menina de quatorze anos. Vestida como se fosse para o seu próprio casamento a menina deixou a muralha da cidade e ficou à espera da criatura. Jorge o tribuno, ao ficar sabendo da história, decidiu pôr fim ao episódio, montou em seu cavalo branco e foi até o reino resgatá-la. Jorge foi até o reino resgatá-la, mas antes fez o rei jurar que se a trouxesse de volta, ele e todos os seus súditos se converteriam ao cristianismo. Após tal juramento, Jorge partiu atrás da princesa e do "dragão". Ao encontrar a fera, Jorge a atinge com sua lança, mas esta se despedaça ao ir de encontro à pele do monstro e, com o impacto, São Jorge cai de seu cavalo. Ao cair, ele rola o seu corpo, até uma árvore de laranjeira, onde fica protegido por ela do veneno do dragão até recuperar suas forças.
Ao ficar pronto para lutar novamente, Jorge acerta a cabeça do dragão com sua poderosa espada Ascalon. O dragão derrama então o veneno sobre ele, dividindo sua armadura em dois. Uma vez mais, Jorge busca a proteção da laranjeira e em seguida, crava sua espada sob a asa do dragão, onde não havia escamas, de modo que a besta cai muito ferida aos seus pés. Jorge amarra uma corda no pescoço da fera e a arrasta para a cidade, trazendo a princesa consigo. A princesa, conduzindo o dragão como um cordeiro, volta para a segurança das muralhas da cidade. Lá, Jorge corta a cabeça da fera na frente de todos e as pessoas de toda cidade se tornam cristãs.

Cansou?
0
abr
21

acho que foi por esse cara que a mulata e a ruiva se engraçaram

historinha
Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes permaneceu, após a Independência do Brasil, uma personalidade histórica relativamente obscura, isto porque, durante o Império, os dois monarcas, D. Pedro I e D. Pedro II, pertenciam à casa de Bragança, sendo, respectivamente, neto e bisneto de D. Maria I, quem havia emitido a sentença de morte de Tiradentes. Foi a República – ou, mais precisamente, os positivistas que presidiram sua fundação – que buscaram na figura de Tiradentes uma personificação da identidade republicana do Brasil, mitificando a sua biografia. Daí a sua iconografia tradicional, de barba e camisolão, à beira do cadafalso, vagamente assemelhada a Jesus Cristo e, obviamente, desprovida de verossimilhança. Veja só: como militar, o máximo que Tiradentes poderia no máximo ter ostentado, antes de ser preso, era um discreto bigode. Certamente, na prisão, onde passou os últimos três anos de sua vida, foi obrigado a raspar barba e cabelo para evitar os piolhos. E tem mais! O nome do movimento, "Inconfidência Mineira", e de seus participantes, os "incofidentes", foi dado posteriormente, denotando o caráter negativo – inconfidente é aquele que trai a confiança.
pulinhos por aí
Tiradentes nunca se casou, mas teve dois filhos: João, com a mulata Eugênia Joaquina da Silva, e Joaquina, com a ruiva Antônia Maria do Espírito Santo, que vivia em Vila Rica. Atualmente, foi concedida à sua tetraneta uma pensão especial do INSS no valor de- pasmem!- R$ 200,00, o que causou polêmica sobre a natureza jurídica deste subsídio, mas foi solucionado pelo STF.
e a história ficou assim
Atualmente, onde se encontrava sua prisão foi erguido o Palácio Tiradentes, onde foi sua cabeça e seu corpo esquartejado foi exposto em Minas (que horror!) fundou-se a Praça Tiradentes. Em Ouro Preto, na antiga cadeia, hoje há o Museu da Inconfidência. Tiradentes é considerado atualmente Patrono Cívico do Brasil, sendo a data de sua morte, 21 de abril, feriado nacional. Seu nome consta no Livro de Aço do Panteão da Pátria e da Liberdade, sendo considerado Herói Nacional.
deu samba
No samba, foi homenageado pela Império Serrano em 1949 com o enredo “Exaltação a Tiradentes” composto por Penteado e Mano Décio da Viola.

“Joaquim José da Silva Xavier
Morreu a vinte e um de abril
Pela independência do Brasil
Foi traído e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais
Foi traído e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais
Joaquim José da Silva Xavier
Era o nome de Tiradentes
Foi sacrificado pela nossa liberdade
Este grande herói”


Aproveita que você descansou bastante neste feriado e faça-nos uma visitinha no domingo agora! Aposto que você vai se divertir!
0
abr
11

mulheres correndo na praia - picasso

hoje
Pra grande maioria do povo brasuca hoje é dia de comer bacalhau e tomar aquele belo vinho com a família. De sobremesa Colomba Pascal e depois tv baixinha no sofá. Feriado nacional. Oba! Pra uns praia, lazer e descanso.Pros fiéis cristãos dia de luto. Luto pelo Cristo crucificado, pelo sangue derramado pela redenção dos nossos pecados. Católicos fervoroso jejuam hoje, em sinal de respeito e penitência. Ouvi um dia desses as palavras de um religioso sobre a Páscoa. Ele dizia que o sacrifício de Jesus ao se entregar para morte na cruz do calvário, significa o perdão para todos, mas todos mesmo, os nossos pecados. Mesmo para aqueles que ainda vamos cometer. Nossa mãe! Temos então crédito de pecado, é isso? Mas é realmente através da culpa pelo Cristo ter morrido pelos nossos pecados é que não devemos pecar. A tal da culpa cristã. É esse o grande argumento o para que nos façam andar na linha. Mas que linha hein? Na linha cristã, ora bolas! Não sou a favor do anti-cristianismo, muito pelo contrário! Vivemos numa cultura ocidental cristã e essa postura está implícita na nossa moral e consequentemente nas nossas ações.
Gosto de ler a vida do Cristo! Bela trajetória de bondade, generosidade e fé! A sua vinda significou o propósito de vida praquele povo sofrido e briguento, desarmonioso, que até hoje morre por uma terra, por um ideal religioso, que mata pela fé e passa a vida empunhando a bandeira da religião. Não estão certos, nem errados, apenas sabem viver desse jeito e vivem, ainda que colocando toda a culpa no pobre do Cristo, em Ala ou ainda no Messias que ainda está por vir dos judeus.
muito antigamente mas hoje
A humanidade realmente precisava de um Messias, beirava o caos. Tinha que acreditar em algo e em alguém que rompesse com o material e nos ensinasse a viver espiritualmente. Ele foi alguém que nos disse que o espírito é eterno e que somos os verdadeiros responsáveis pelo rumo que tomamos, que a vida espiritual é eternal e pode ser boa . Isso era fundamental e é até hoje.Doutrinas e regras nos orientam, fazem possíveis as relações sociais. Faça isso e não faça aquilo. O problema é quando tudo que acontece, acontece porque Deus quer ou não quer. E na hora do desespero, quando acabam as possibilidades, chama o Cristo que ele resolve! Mas coitado do Cristo que vai ter que dar conta de cuidar da vida de todo mundo!?! Vamos fazer a nossa parte, que é a maior parte! Tira um pouco da responsa do coitadinho… ele já carregou a cruz e sangrou até morrer…Ressuscitou depois, é verdade! Prefiro me lembrar dos que já morreram enquanto ainda estavam vivos!
já e agora
Acredito que este período nos sugira uma reflexão.Quem sabe seja a hora de matar e enterrar os maus hábitos? Aproveita o exemplo do Cristo e mude alguma coisa! Esse é o tempo de vento à favor , perdoe-se, não se crucifique e nem crucifique ninguém. Faça algo bom pra você!Pra no Domingo da Páscoa, em que o Cristo ressuscitado sobe ao céu de corpo e alma, renovar votos de bondade e generosidade conosco e com os outros, pra nos tornarmos pessoas melhores, menos culpadas por sermos quem somos, acreditando que é possível romper com o que não vale e firmar com algo novo e realmente bom! Divida o seu ovinho da Páscoa com os seus amiguinhos! É bem mais gostoso ter companhia pra compartilhar as coisas boas da vida eterna, que pode e deve ser bem divertida!

Falando em dividir… tem Pagode da Vó Tiana no Projeto esse mês, dia 26! Venha dividir e somar com a gente! Daqui há pouco eu falo mais sobre eles!
Feliz Páscoa minha gente! A quaresma acaba domingo e fica tudo liberado!
0
fev
10

Maria do Carmo Miranda da Cunha: a pequena notável, nascida em Portugal mas naturalizada brasileira. E põe brasileira nisso! Foi responsável pela difusão do Samba em terras estrangeiras. Cheia de charme, firmeza e diplomacia, fez a nossa ponte com o Tio Sam e era amiga virtual do Zé Carioca. Temperou o caldo dos gringos, encheu o burro de dinheiro , mas continuava sendo do camarão ensopadinho com chuchu. Pelo menos ela dizia. Pensamos em fazer esse quitute e nos lembramos dela. Deixa só entrar a safra do camarão que a gente faz. Poderosa nos anos 30/40, foi inspiração pra Maria Alcina e Elke Maravilha, diga- se de passagem, ambas muito interessantes também. De certo inspirou a Tropicália.

Se viva, faria 100 anos ontém , dia 9 de fevereiro. Casas e produtores de todo o território tupiniquim prestarão sua homenagem durante o mês do Carnaval. Se não me engano alguma Escola de Samba irá homenageá-la com o Samba Enredo. E nós, singelos apreciadores do Samba, também! Olha só.

Pequenita no tamanho e enorme no carisma, na autenticidade. Seus balangandans são referência até hoje nos trajes de carnaval. Era a própria pinup tropical! Quem é que não sabe dançar como ela? ai,ai. ai, ai... Sempre preocupada com as mãos no south american way!

Ficou 14 anos sem pisar em solo brasuca mas voltou, ainda bem! E assim como quase todas as mulheres famosas, lindas e interessantes, ela tinha as frutas e um pouco mais na cabeça. Tem uma história conturbada, intensa, passional e uma morte prematura e um pouco trágica. Bebia todas, tomava calmante, usava drogas e tinha paus homéricos com o marido, seu empresário, David Sebastian . Não teve filhos com ele e nem com ninguém. Tentou, mas sofreu um aborto natural, que pena... Mas também pudera, formosura, fama, dinheiro de mulher mais bem paga de Hollywood, o mundo e os homens aos seus pés. Enfim, teve casos interessantes com figuras igualmente famosas como Jonh Wayne. Quanto tempo e energia isso consome! Cá entre nós, devia ser a maior balada! O marido ia pirar mesmo… Se bem que ele também devia dar os seus pulinhos lá com a atrizes pinups… Vai saber…Ela nunca se separou dele porque era extremamante “católica” e isso não seria correto. Ave culpa cristã que nos consome e nos impede de fazer algumas coisinhas importantes!

Morreu aos 46 anos em seu quarto nos EUA. Certamente deprimida, naquela noite fez um sarau com amigos queridos, depois se recolheu ao quarto sozinha, tirou a maquilagem, colocou o hobby de chambre, ascendeu um cigarro, bebeu o último drink, pegou o espelhinho de mão se olhou e antes de chegar na cama, caiu morta de ataque cardíaco. Fala! É triste mas é fino! Romantica, parece que ela se preparou e se despediu da vida, fez um ritual de morte. Isso foi em 4 de abril de 55. Arrepiei! E você?

Muita gente pelo mundo, mas muita mesmo, chorou, a sua morte... Houve um discurso em seu funeral em que um amigo seu relata o episódio de ela batizar uma criança pobre e pagã anonimamente. Também era humanizada e sensível. No Rio há um museu em sua homenagem, com pertences, fotos e acontecimentos importantes. Fiquei com vontade de ir. Vou na próxima vez que eu for ao Rio. Não sei se alguém já filmou a sua vida, mas se o fizessem seria algo bem parecido com Maysa, Marilyn, Gia, Cleópatra, enfim essas mulheres adiante do seu tempo que viveram uma vida meio curta, mas fascinante!E nos deixaram um belo legado!

Nossa admiração e respeito! Taí, ela fez tudo pra gente gostar dela e conseguiu!Se estivesse viva, seria nossa convidada! Será que ela viria?

Então vem você! Vem pro Samba dia 15 e dança que nem a Carmem!
1
fev
03

qualquer semelhança não é mera coincidência, Carnaval francês 2008. Tudo culpa deles.

Pelo mundo, pela história
Virou uma festa pagã, mas não é. Presta atenção.O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. Naquele tempo o período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval". Era um tempo de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos.
Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa, com exceção do Natal. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.
A festa carnavalesca surge a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da quaresma. Em outras palavras, se joga porque daquí pra frente é lenha!
Em geral, o Carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a Terça-feira gorda, ou Mardi Gras em francês. Falando em Mardi Gras, a homarada brasuca ia pirar nos EUA! O Carnaval é um dia só, terça-feira gorda. A balada acontece na rua também. A diferença é que eles ouvem pop americano, é o único dia do ano em que se pode tomar bebiba alcoólica na rua e pasmem: a mulherada, ignorando o frio que beira zero grau, se enche dos Mardi Gras (colares de bolinha vagabundos e coloridos) e tiram a blusa. Isso mesmo! O resto fica por conta da sua imaginação. Só lembra que lá beijar na boca em lugares públicos é atentado violento ao pudor.
Voltando à vaca fria, o Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Ulalá que fino! Se bem que os franceses têm a fama do povo mais antipático da face da terra...
Em Portugal, existe uma grande tradição carnavalesca, nomeadamente os Carnavais da Ilha da Madeira , da onde supostamente saíram os imigrantes que haveriam de levar a tradição do Carnaval para o Brasil. Esta tradição, tida como a maior manifestação de teatro popular em Portugal, remonta ao tempo dos primeiros povoadores e reflete um estilo teatral bem ao jeito dos Autos vicentinos. Graças à Deus (?) com eles vieram pra cá os negros que se misturaram aos poucos índios e construíram este modelo de Carnaval que a gente tanto aprecia. As misturas no Brasil deram muito certo!
Veja você que atualmente o Carnaval de Salvador está no Guinness como a maior festa de rua do mundo. Também pudera, além da grande população que a Bahia já tem, predominantemente negra, pessoas de tudo quanto é estado despencam-se pra lá e se jogam. Com todo respeito à baianidade, a coisa é meio selvagem e primitiva. A impressão que eu tive quando estive em Salvador nesta época, era de que todos os protocolos sociais caiam pela avenida e, como se não bastasse, eram pisoteados pelos foliões. .. Tudo bem, cada um na sua mas eu prefiro a nossa.


entrudo paulista

Em sampa, pela história
Depois do desembarque do entrudo em terras brasileiras, a festa, que viria a se tornar o Carnaval, desenvolveu-se de forma diferente nos diversos lugares em que floresceu: na Bahia, de forma ligada aos fortes ritmos africanos; no Rio de Janeiro, já desde muito cedo organizado em sociedades, o embrião das futuras Escolas de Samba; em São Paulo sob forte influência das populações que migravam do campo para a cidade, já no contexto da crise da economia cafeeira. Foi a população resultante do êxodo rural causado pela crise do café que desencadeou o início do Carnaval paulistano. Olha o interior aí!
O sambista paulista, acostumado à lida nas lavouras de café e migrando para a cidade para o trabalho operário, fazia o “samba de trabalho, durão, puxado para o batuque”, contrastando com o lirismo e a cadência do samba carioca. Além disso, o samba paulistano era decisivamente influenciado por outros ritmos fortemente percussivos, como o jongo-macumba, também conhecido por caxambu.
As Escolas de Samba surgem na década de 50 e predominantemente nos distritos industriais. É quando o samba passa de marginal à bom moço aos olhos da sociedade paulista. O primeiro desfile oficial paulista aconteceu em 1955. Nem faz tanto tempo assim... mas é bom viu!
O Projeto Escuta o Cheiro vai à forra antes da quaresma, uma semana antes do calendário oficial, com Roda de Samba e amigos!Vem pro Samba então dia 15!
0
nov
27

Foi num dia 2 de dezembro que Ary Barroso foi à Salvador pela primeira vez. Curiosamente depois de ter homenageado a cidade com a música " Na Baixa do Sapateiro" sem nunca tê-la conhecido! De certo alguma baiana retada já tinha se embolado lá pros lados dele. Vai saber o que é que a baiana tem!?! O fato é que a visita foi tão marcante que o vereador Luis Monteiro da Costa, contrariando o ritimo baiano de ser, resolveu rapidinho propor ao governo federal que todo o dia 2 de dezembro fosse oficialmente O DIA NACIONAL DO SAMBA e conseguiu!
Isso foi em 1963 e de lá pra cá o Brasil inteiro se rende à batucada neste dia.
Em Salvador as comemorações rolam no Pelourinho com a presença de muitos bambas.
No Rio, além de todo o samba que a cidade respira, tem o Pagode do Trem. Houve um tempo em que sambista era perseguido pela polícia. Marginal, o coitado do samba pegava o trem na surdina. Nesse tempo as rodas aconteciam dentro dos vagões pra despistar oshome. E foram ficando tão boas, que hoje fazem parte do calendário oficial da cidade. Faz desaforo pro samba, faz!
Em São Paulo, vai pro Bexiga pra ver!
Aqui na tímida e charmosinha Campinas vão rolar algumas coisinhas também! Toda a programação dos bares deve estar voltada pro samba. Dá uma olhada no que rola no Tonico´s, na Casa São Jorge e nas rodinhas por aí, que serão as melhores pedidas! Só tem que procurar!
Quer uma dica? No próximo dia 8, segundona gorda de feriado, a partir do meio dia, vai rolar aqui na Vila Industrial o 1o. ENCONTRO DE SAMBISTAS DE CAMPINAS E REGIÃO. O evento contará com a participação de 40 bambas passeando pela Roda a tarde inteira. Quem promove é Silo Sotil (coisa nossa!), Helder Bittencourt e Adriano Dias.
Serviço
1o. ENCONTRO DE SAMBISTAS DE CAMPINAS E REGIÃO
Local: Escolinha de Futebol Umbro - Rua Francisco Theodoro,299 - Vila Industrial
Veja o site da escolinha - www.usccampinas.com.br ou liga 19 32725749 pra saber como chegar.
Entrada R$10.
ou...Manda um e-mail pro Silo: silosotil@hotmail.com , fica sabendo e cai pra lá!
Falando em roda... o ESCUTA O CHEIRO presta a sua homenagem no dia 21. Com toda finura!
1
set
29

Nessas minhas andanças aqui pela rede, encontrei uma matéria da revista Vida Simples, que aliás eu adoro!
No texto a seguir dá pra ter uma clara idéia do que pretendemos com este Projeto. Além de pricipalmente encontrar os amigos, queremos promover o contato com o samba de Campinas através do CASA CAIADA. O Grupo vai apresentar um convidado a cada encontro e é neste movimento que a roda cresce e a gente aprecia!
Embalados por suas composições e arranjos próprios e suas interpretações para outros sambas, serviremos uma comidinha especial, feita com alegria e amor. É por isso que o contexto é íntimo, fora dos locais públicos. A idéia é receber os nossos amigos, os amigos dos nossos amigos e os amigos dos amigos dos amigos.
Nesse ritimo, quem sabe um dia a gente não vira as "as tias do samba" da "roda dos bambas"? Quanta honra!
Vamos à matéria! Por Roberta de Lucca

Mesa de bambas

Numa boa roda de samba a música não começa ao redor da mesa, com cavaquinho, violão, pandeiro e cantoria. Naquelas com pedigree, o samba começa antes, num batuque cadenciado pelo picar do alho, o cortar das carnes, o cair do feijão na bacia de metal, o tampar e destampar das panelas. É na cozinha que tem início a alquimia da criação de um ritmo musical que nasceu no Brasil no despertar do século 20. Tanto que os sambistas afirmam sem engasgar: batuque sem comida sinhá não quer. Para eles, nada melhor que um bom prato para alimentar os músicos ao longo de muitas horas de cantoria e de quebra amenizar os efeitos das várias cervejas avidamente consumidas como se todas as reservas de lúpulo e cevada do planeta estivessem prestes a acabar.

Esse cenário músico-gastronômico, que viu nascer e inspirou nomes como Paulinho da Viola, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e Tereza Cristina, entre outros, surgiu no Rio de Janeiro quase ao mesmo tempo em que próprio samba. Os músicos se reuniam para tocar e ganhavam uma refeição preparada pela dona da casa. Os tempos mudaram, mas no roteiro de criação dos compositores a comida é personagem tão importante quanto o mestre-sala e a porta-bandeira são para o Carnaval.Um prato fumegante não falta na roda de samba seja nas quadras das escolas, seja nos pagodes (aqui respeitamos a etimologia da palavra, que significa reunião de pessoas que tocam e cantam o pagode original, e não o gênero consagrado nos últimos anos pela indústria fonográfica) ou nas reuniões nas casas das tias da velha guarda, que perpetuaram um hábito que nasceu com tia Ciata há mais de um século.E não tenha dúvida: a comilança ritmada é um dos elementos mais agregadores nas comunidades que vivem a realidade do samba.
Na batucada da vida
Senta que lá vem história. A baiana Hilária Batista de Almeida, a Ciata, era doceira famosa na Praça Onze, região da capital carioca que concentrou os negros mais pobres expulsos do Centro da cidade durante a grande reurbanização do Rio, em 1902. Ciata vendia doces de tabuleiro vestida com roupas de baiana e, para engordar o ganha-pão, alugava trajes típicos e abria sua casa para políticos, figurões da sociedade e jornalistas que iam lá provar comida baiana e conhecer o pagode. Na sala, dos cavaquinhos e violões saíam polcas, maxixes e choros muitos deles tocados por Pixinguinha. Nos quartos e na sala de jantar tinha lugar o samba corrido, com palmas marcando o ritmo da música, enquanto o quintal, ou terreiro, era palco da batucada com gingas de capoeira e trabalhos de candomblé, prática comum naquelas comunidades.

Invariavelmente a polícia fazia batidas na casa de Ciata e nas outras que organizavam festas similares, para prender os desocupados que participavam do candomblé e do samba de terreiro. Por conta disso, ter uma roda de choro na sala era boa desculpa para confundir os policiais. Soava como um disfarce. E foi assim, dando um gingado na lei, que o samba se cristalizou. De acordo com o pesquisador musical Sérgio Cabral, a casa de tia Ciata foi o berço do primeiro samba gravado: Pelo Telefone, registrado por Donga em 1917.

Ordem no terreiro
Tia Ciata é um ícone desse capítulo da história da música brasileira não só porque ajudou no nascimento desse estilo musical, mas também porque deu a ele a estrutura moral que consolidou a comunidade do samba. Ela morreu em 1924 e deixou como legado a generosidade, a alegria e a imposição do respeito matriarcal num ambiente repleto de homens, mulheres e bebida combustíveis de uma receita que poderia ter resultados inflamáveis, não fosse ela colocar ordem nas coisas e inspirar suas sucessoras.Tanto que o termo tia era usado com respeito, algo bem diferente da forma quase pejorativa como é dito hoje.

Em sua terceira geração, Ciata teve herdeiras de peso: Surica, Doca, Neném e Eunice, todas da Velha Guarda da Portela, todas com vasto currículo em festas no quintal. Com 86 anos, tia Eunice Fernandes da Silva já se aposentou da cozinha.Meu coração cresceu e não posso fazer esforço. Nem posso andar ou falar muito, diz a mulher que preparava uma galinha ao molho pardo de bater palmas. Já a incansável Doca, batizada Jilçária Cruz Costa, até hoje organiza pagodes dominicais em casa, na rua João Vicente, 129, em Madureira. Lá ela serve, para mais de 300 pessoas, uma imbatível sopa de ervilha, entre outras iguarias.

Tia Doca aprendeu a cozinhar com a mãe e com ela vendia sopa de entulho no cais do porto. Essa mesma sopa de nome esquisito, feita com abóbora, chuchu, batata-doce, batata- inglesa, cenoura e nabo, Doca serviu emsua casa durante os ensaios da Velha Guarda da Portela, na metade dos anos 1970. E continuou a prepará- la (além da campeoníssima sopa de ervilha) mesmo depois de ter sido abandonada pelo marido, o que culminou com o fim dos ensaios em seu terreiro.Eu precisava sustentar meus filhos e me mantive com o pagode, diz. O pagode da tia Doca, o mais famoso do Rio, alimentou o então franzino Zeca Pagodinho, que apareceu por lá pela primeira vez com 17 para 18 anos.No livro Batuque na Cozinha, do jornalista Alexandre Medeiros, Zeca registra a fartura gastronômica: Comida não faltava nos quintais: era caldo verde, feijão, tripa lombeira, comida de malandro, comida de sambista. Comida boa.

Neném, ou Yolanda de Almeida Andrade, tocou com o marido, o sambista Manacéa, o primeiro terreiro de ensaios da Velha Guarda portelense, antes de Doca. Um prato que a turma gostava muito era galinha com quiabo, mas eu mesma não gosto, confessa a cozinheira, que dá a receita do sucesso no fogão: tem que fazer a comida com carinho e prazer para ela sair gostosa (e nem precisa ser numa roda de samba para cozinhar assim). Aos 80 anos, Neném já não tem tanta disposição para pilotar o fogão, mas conta com a ajuda das filhas entre elas Áurea Maria, da Velha Guarda para fazer pratos que aquecem o estômago e o coração em datas comemorativas.

Dar de comer aos músicos e a quem chega ao pagode é celebrar a atmosfera familiar.Por isso nunca houve confusão nos terreiros. Há mesmo uma rígida moralidade ditando o comportamento de todos. Seleciono quem entra. Pergunto quem é e com quem veio. Aqui não pode ter agarramento e não pode ficar bêbado de cair, explica Iranete Barcellos, a Surica, responsável pela feijoada da Portela (realizada no primeiro sábado do mês na quadra da escola) e também por comandar os pagodes em comemorações especiais na sua casa, na rua Júlio Fragoso, 25, em Madureira.

Ainda menino, o sambista Dudu Nobre ia com a mãe ao pagode da tia Doca com um cavaquinho de brinquedo embaixo do braço. Ele garante que crescer nesse ambiente contribuiu inclusive para sua formação moral.Nos terreiros aprendi a valorizar a família e ganhei estrutura para não me envolver com polêmica para ter sucesso, afirma. Outra figura importante do samba carioca que fez escola no terreiro foi Tereza Cristina. Ela aprendeu muito do que sabe no Cafofo da Surica (nome do terreiro), convivendo com grandes nomes do samba. Em retribuição, compôs o samba Cafofo da Surica, gravado pela tia em seu único CD.Essas reuniões são como o gol para o futebol. A música é o resultado de um encontro de amor entre pessoas que estão se confraternizando, diz.

Rango, suor e ritmo
A boa comida é um ingrediente essencial nos encontros de sambistas. Imagine um grupo de pessoas que fica entre seis e sete horas tocando, cantando e bebendo sem ingerir comida de verdade. Beliscar um tiragosto até quebra um galho, mas não se compara a um prato de comida. Por conta da ancestralidade da culinária afro-brasileira, o resultado é um cardápio substancioso: feijoada, rabada, angu, mocotó, galinha com quiabo, grão-de-bico e sopas de ervilha e legumes. Tudo cozinhado conforme a tradição, com galinhas compradas vivas, carnes selecionadas pelo açougueiro amigo, legumes superfrescos. Enfim,tudo de primeira, afirma tia Surica. E o que dá o toque especial são os truques.

Em vez de óleo, tia Doca usa banha e não abusa do sal. A experiente mulher que já fez 30 quilos de feijoada para uma festa de Beth Carvalho ensina: Coloco todas as carnes, inclusive pé, rabo e orelha de porco,mas deixo de molho no dia anterior com vinagre e limão. No dia seguinte lavo bem lavadinho e tempero com limão, louro, alho, cebola e sal e cozinho.Tia Surica aposta no alho como tempero fundamental. Ele é a alma da comida, diz. Enquanto ferve a rabada, tia Neném vai tirando o excesso de gordura da panela. A comida grosseira que fazemos pode até pesar no estômago de quem não está acostumado, mas mal não faz, afirma.

Embora essas comidas não agradem a todos os paladares, não se pode negar que sejam balanceadas. A feijoada, por exemplo, contém proteína, carboidrato e fibras.Tem tudo o que o organismo precisa, diz a nutricionista Érika Suiter.Outra vantagem é que essa comida diminui a absorção do álcool pelo organismo.Como se vê, a refeição garante a energia para a batucada e evita dissabores com a bebida. E, para preservar a qualidade, as tias se recusam a aumentar a comida quando chega mais gente. Não tem essa de pôr mais água no feijão, as pessoas não são cachorro.Acabou, acabou, afirma tia Doca, que incluiu no cardápio churrasquinho e batata frita para as emergências do estômago.

Assim, com amor e dedicação, as tias alimentaram um número incontável de pessoas ao longo de décadas. Hoje confessam que estão cansadas e vão se distanciando das panelas. Embora tenham feito escola, uma coisa para qual as tias não terão substitutas é o estilo pessoal com que comandam seus quintais. O samba de terreiro autêntico vai desaparecer com elas. Existem muitos pagodes bons no Rio, mas nenhum é como o delas. Mesmo que tenham deixado herdeiras, os tempos mudaram e os interesses das pessoas são outros. Ninguém mais se dedica ao samba e à comida como as tias, afirma a cineasta Anna Azevedo, que dirigiu o curta Batuque na Cozinha e retrata a saga das quatro tias da Portela. No documentário, a própria tia Eunice exemplifica a afirmação de Anna. Ela diz: As tias mais velhas foram se acabando. Esse tipo está existindo só assim, na Velha Guarda. Talvez não, espera-se.Afinal, o samba (e a comilança) não podem parar.
0
set
21
Olha o clima! Olha o visual!Dá vontade de ter nascido no Rio, bem pertinho desse fundo de quintal!

Divirta-se um pouquinho!
trecho do documentário "Partido Alto" de Leon Hirsmann.

0