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São todos os dois, sim os dois, importantes pra nós e merecem ser lembrados. No último dia 20 fez quarenta anos que morreu Ataulfo Alves. Você já ouviu falar? Aposto que sim! Bom, de Jorge eu nem preciso dizer, né? Dia 23, agorinha, é festa de São Jorge, Ogum Guerreiro pra alguns e vai ter um bocado de comemorações por aí! Vou te contar uma história e três lendas. Espero que você tenha paciência de ler! Divirta-se agora e domingo com a gente!
Toca pra frente...


Viva o Ataulfo
Pois muito bem, lá pra mil novecentos e quarenta, cinquenta, ele compôs, em parceria com Mario Lago Ai que saudade da Amélia, garanto que dessa você se lembra, não? Acho que isso aconteceu logo depois de alguém na história ter queimado o precioso sutiã. Ataulfo Alves de Souza nasceu em Miraí em 2 de maio de 1909. Filho de Capitão Severino, repentista da zona da mata, tocava cavaco, violão e bandolim. Desde os oito anos arriscava versos. Casou- se no Rio com Judite e teve cinco filhos. Passa a ter visibilidade quando, em 1933, Almirante grava o samba Sexta Feira. Daí pra frente foi só alegria! Inteligente, simpático, divertido, bem humorado! Caiu nas graças do público e de interpretes importantes como Clara Nunes, que gravou lindamente não só uma, mas várias de suas canções como: Leva Meu Samba, Mulata Assanhada, Atire a Primeira Pedra e tantas outras que a gente sabe, canta e nem sabe que são dele! Viveu uma vida bem vivida e morreu aos 60 anos. Ainda bem que nos deixou um belo legado! Pede que o CasaCaiada toca várias dele!

Salve Jorge
Faça sua saudação, a seu modo, ao guerreiro! Dia 23 é dia de festa! Dia de São Jorge guerreiro da espada e da armadura de ferro. Ou, Ogum Guerreiro do ferro. Ambos são o mesmo e estão pra lá de presentes na nossa cultura. A lenda de Ogum diz que havia um tempo em que Orixás e humanos viviam juntos. Nesse tempo, usavam ferramentas rudimentares e frágeis, precisavam expandir a lavoura para garantir o sustento. Foi então que Ogum ensinou a todos como forjar o ferro e assim abrir as clareiras necessárias para o plantio. Salvaram-se todos. É reverenciado como o Orixá que abre caminhos, destemido e estratégico.Guerreiro forte que alarga os caminhos.

Na Capadócia
Diz a Lenda da Capadócia que Jorge, entitulado Tribuno Militar, saiu em defesa dos cristãos quando o Imperador Diocleciano resolveu matá-los a todos, mantendo-se fiel às suas convicções cristãs. Distribui aos pobres suas riquezas em símbolo de caridade. Desagradou. Foi torturado e morto por Diocleciano em 23 de abril de 303, quase trezentos anos após a morte do Cristo. Daí por diante você já sabe! Demorou um bocado pra que a humanidade reconhecesse a importancia de Jesus e mais um tanto até tudo fosse regiatrado na forma da bíblia sagrada e fosse conhecido pelo mundo à fora.

Jorge, o Dragão e a Princesa
Baladas medievais contam, que Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry. Sua mãe morreu ao dar a luz á ele e o recém nascido Jorge, foi roubado pela Dama do Bosque, para que pudesse mais tarde, fazer proezas com suas armas. O corpo de Jorge, possuia três marcas, um dragão em seu peito, uma jarreira, em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço. Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos, e depois de viajar, durante muitos meses, por terra e mar, foi para Syle´n, uma cidade da Líbia.
Nesta cidade Jorge encontrou um pobre eremita, que lhe disse que toda cidade, estava em sofrimento,pois lá existia um enorme dragão, cujo hálito venenoso, podia matar toda uma cidade e cuja pele, não poderia ser perfurada, nem por lança e nem por espada. O eremita lhe disse, que todos os dias, o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade, haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte, ou dada em casamento, ao campeão que matasse o dragão.
Casamento de São Jorge e Sabra
Ao ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa, ele pasou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu, partiu para o vale onde o dragão morava. Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres, lideradas por uma bela moça vestindo, trajes de pura seda árabe. Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres, para o local do sacrifício. São Jorge, se colocou na frente das mulheres, com seu cavalo e com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.
O dragão ao ver Jorge, sai de sua caverna, rosnando tão alto, quanto o som de trovões. Mas Jorge não sente medo e enterra sua lança na garganta do monstro, matando-o. Como o rei do Marrocos e do Egito, não queria ver sua filha casada, com um cristão, envia São Jorge para a Persia e ordena que seus homens, o matem. Jorge se livra do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz, com ela até o dia de sua morte, na cidade de Coventry.
De acordo com a outra versão, Jorge acampou com sua armada romana, próximo a Salone, na Líbia. Lá existia um gigantesco crocodilo alado que estava devorando os habitantes da cidade, que buscaram refúgio nas muralhas desta. Ninguém podia entrar ou sair da cidade, pois o enorme crocodilo alado se posicionava em frente a estas. O hálito da criatura era tão venenoso que pessoas próximas podiam morrer envenenadas. Com o intuito de manter a besta longe da cidade a cada dia ovelhas eram oferecidas à fera até estas terminarem e logo crianças passaram a ser sacrificadas
O sacrifício caiu então sobre a filha do rei, Sabra, uma menina de quatorze anos. Vestida como se fosse para o seu próprio casamento a menina deixou a muralha da cidade e ficou à espera da criatura. Jorge o tribuno, ao ficar sabendo da história, decidiu pôr fim ao episódio, montou em seu cavalo branco e foi até o reino resgatá-la. Jorge foi até o reino resgatá-la, mas antes fez o rei jurar que se a trouxesse de volta, ele e todos os seus súditos se converteriam ao cristianismo. Após tal juramento, Jorge partiu atrás da princesa e do "dragão". Ao encontrar a fera, Jorge a atinge com sua lança, mas esta se despedaça ao ir de encontro à pele do monstro e, com o impacto, São Jorge cai de seu cavalo. Ao cair, ele rola o seu corpo, até uma árvore de laranjeira, onde fica protegido por ela do veneno do dragão até recuperar suas forças.
Ao ficar pronto para lutar novamente, Jorge acerta a cabeça do dragão com sua poderosa espada Ascalon. O dragão derrama então o veneno sobre ele, dividindo sua armadura em dois. Uma vez mais, Jorge busca a proteção da laranjeira e em seguida, crava sua espada sob a asa do dragão, onde não havia escamas, de modo que a besta cai muito ferida aos seus pés. Jorge amarra uma corda no pescoço da fera e a arrasta para a cidade, trazendo a princesa consigo. A princesa, conduzindo o dragão como um cordeiro, volta para a segurança das muralhas da cidade. Lá, Jorge corta a cabeça da fera na frente de todos e as pessoas de toda cidade se tornam cristãs.

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